Não são apenas pessoas com diabetes que devem se preocupar com os níveis de açúcar no sangue. De acordo com Juliana Andrade, nutricionista de Metrópoles formada pela Universidade de Brasília (UnB), manter a glicose controlada é crucial para o organismo como um todo — e a alimentação se mostra fundamental nessa missão.
Conforme elucida a expert, quando a glicose sobe ou desce demais, há um aumento no risco de doenças crônicas. Isso, consequentemente, “piora o bem-estar e prejudica a energia do dia a dia”, ensina.
Ajustes na dieta são uma forma de manter os índices de açúcar no sangue sob controle.

“A base está em priorizar alimentos naturais, ricos em fibras e com boa densidade nutricional. Vegetais como folhas verdes, abobrinha, brócolis e couve são grandes aliados: têm poucas calorias, baixo impacto glicêmico e ajudam a retardar a absorção do açúcar. Quanto mais variedade de cores no prato, melhor para o metabolismo”, afirma.
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Preciso parar de comer carboidrato?
Quando o tema em questão são os níveis de glicose, muita gente logo imagina que os carboidratos são vilões. Mas essa não é uma verdade absoluta. Primeiro, porque eles são quem garantem o aporte energético do corpo. Segundo, porque o que vale é fazer escolhas inteligentes, e não eliminá-los por completo.

“Grãos integrais, como aveia, quinoa e arroz integral; e raízes, como a batata-doce, liberam glicose aos poucos, evitando picos bruscos que sobrecarregam o organismo”, prossegue Juliana.
E o que mais ingerir para controlar a glicose?
Não abra mão de proteínas magras e as gorduras boas. Na lista, constam azeite, castanhas, peixes e abacate. Eles aumentam a saciedade e ajudam a estabilizar o açúcar no sangue ao longo das horas.
No rol de “amigos da glicose controlada”, vale lembrar sempre das frutas. Opte, sempre, por ingeri-las in natura, ou o mais natural possível.

“Prefira opções com menor índice glicêmico, como maçã, pera, laranja e frutas vermelhas, e evitar exageros em variedades muito doces é uma estratégia eficaz. Comer a fruta inteira, e não em suco, também ajuda a reduzir oscilações de glicose.”
Só a dieta não basta
Se o inimigo é a glicemia alta, a dieta é, sim, elemento preponderante. No entanto, não basta.
“Pequenos hábitos cotidianos fazem diferença: manter-se hidratado, evitar excesso de açúcar e produtos ultraprocessados, caprichar nas fibras e distribuir bem as refeições ao longo do dia. Esses passos simples ajudam a manter a glicemia estável, prevenir flutuações e proteger a saúde metabólica”, complementa.

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Com a chegada do mês de dezembro, não é raro encontrar pessoas interessadas em perder peso e melhorar os marcadores de saúde. Você sabia que existe uma fruta, comum nos lares brasileiros, que ajuda não apenas na perda de peso, como também no controle da gordura no fígado? Trata-se da maçã.
Prática, fácil de levar para qualquer lugar e perfeita para uma série de receitas, a frutinha de cor vermelha ostenta propriedades maravilhosas se a ideia é manter o corpo em dia, de dentro para fora.
“Uma forma simples e eficaz de colaborar com a recuperação do fígado é apostar em frutas de baixo valor calórico e ricas em fibras, antioxidantes e pouco açúcar livre. Entre elas, destaca-se a maçã: consumir maçãs com frequência está associado a menor risco de esteatose hepática”, ensina Juliana.
Conforme explica a expert, isso acontece devido à presença de pectina. Apesar do nome “complicado”, consiste em uma fibra solúvel que ajuda a “limpar” gorduras e toxinas.
“Além da maçã, outras frutas como o grapefruit (toranja) e pequenas frutas vermelhas (a exemplo de amoras e mirtilo) também apresentam compostos que favorecem a saúde hepática: a toranja contém naringenina, que estimula enzimas de queima de gordura, e os frutos vermelhos têm antocianinas poderosas que reduzem o estresse oxidativo no fígado”, encerra.






















