Durante sessão na Câmara Municipal de Salvador (CMS), o vereador Sílvio Humberto (PSB) voltou a defender melhorias nas condições de trabalho dos ambulantes que atuam no Carnaval da capital baiana. O parlamentar cobrou que a Prefeitura e os patrocinadores da festa assumam o custeio do gelo e paguem o direito de imagem dos trabalhadores que estampam marcas de grandes empresas, como de cerveja.
Sílvio destacou que o chamado discurso de “trabalho decente”, adotado pela gestão municipal, é resultado de um “choque de realidade” provocado pelas denúncias. Entre as reivindicações, o vereador propôs que o fornecimento gratuito de gelo seja incluído nos benefícios destinados aos ambulantes. Segundo ele, o produto representa um custo alto e inevitável, já que não pode ser reaproveitado.
“O gelo é o único que não volta. Quando vira água, não pode ser utilizado de nenhuma forma. Então, para que essas pessoas não saiam no prejuízo, coloquem gelo de graça, pois assim, de fato, esses trabalhadores vão saber o que é lucro”, defendeu.
O parlamentar também levantou a discussão sobre o direito de imagem dos ambulantes que carregam nas costas os símbolos das empresas patrocinadoras, como Ambev e Brahma, sem qualquer compensação financeira.
“Não existem favores desinteressados. Quem fica com o dinheiro do Carnaval? Por que os ambulantes que usam nas costas o símbolo das empresas não têm direito de imagem?”, questionou.
Sílvio Humberto ainda relembrou os problemas enfrentados nos últimos anos, como as “filas indignas” e a dificuldade de acesso ao cadastro online. Ele cobrou da administração municipal soluções simples e efetivas, a exemplo de transporte gratuito e locais adequados para os filhos dos trabalhadores.
Para o vereador, as medidas reivindicadas representam mais do que uma pauta trabalhista — tratam-se de um passo necessário para que Salvador tenha um Carnaval mais justo e verdadeiramente inclusivo.







