A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai expandir sua capacidade de produção de insumos e kits diagnósticos para o Sistema Único de Saúde (SUS) com uma nova planta industrial no Rio de Janeiro. A cessão da fábrica, localizada em Jacarepaguá, foi formalizada nesta segunda-feira (10) e marca o início de um acordo de dez anos entre a instituição e a empresa francesa bioMérieux.
Produção começa em 2026
A fábrica, que pertencia à bioMérieux, líder mundial em diagnósticos, será incorporada ao Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz). A operação no local está prevista para março de 2026, com início da produção de testes rápidos.
Ampliação da capacidade nacional
A nova estrutura permitirá à Fiocruz realizar todas as etapas de fabricação — do corte ao processamento final e montagem dos testes — além de abrigar áreas dedicadas ao controle de qualidade e à produção de painéis para avaliação externa.
O presidente da Fiocruz, Mario Moreira, destacou que a iniciativa fortalece a autonomia do país em diagnósticos e a resposta nacional a crises sanitárias.
“Esse é um passo estratégico para ampliar a capacidade nacional de produção e inovação em diagnósticos, gerando benefícios à população e acompanhando o avanço tecnológico em favor do enfrentamento de emergências sanitárias”, afirmou.
Parceria tecnológica
A cessão da planta ocorre após a assinatura, em junho, de um memorando de entendimento entre Fiocruz e bioMérieux para cooperação em pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica. A empresa francesa, fornecedora da saúde pública brasileira desde a década de 1970, decidiu encerrar as atividades da unidade como parte da reestruturação de seu modelo de negócio no país, mas optou por ceder o espaço à Fiocruz em vez de encerrá-lo definitivamente.







