O Ministério Público da Bahia (MPBA) denunciou à Justiça, nesta quarta-feira (8), três policiais militares envolvidos na morte de Ana Luiza Silva dos Santos de Jesus, de 19 anos, baleada durante uma ação no bairro de Engomadeira, em Salvador, no dia 13 de abril de 2025.
A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp), que também solicitou a prisão preventiva dos agentes. Os três PMs, integrantes do Pelotão de Emprego Tático Operacional (Peto) da 23ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), foram acusados de homicídio qualificado, cometido por motivo torpe, com emprego de meio que resultou em perigo comum e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
De acordo com as investigações, os policiais atiravam contra um homem desarmado em fuga quando Ana Luiza foi atingida pelas costas, enquanto descia as escadarias próximas de sua casa. O relatório aponta que os militares, mesmo tendo “clara visão da presença de Ana Luiza andando pelo beco”, continuaram atirando e assumiram o risco de provocar a morte, inclusive de terceiros.
O caso ocorreu em um domingo à tarde, quando os PMs teriam tentado abordar o homem, que fugiu ao perceber a aproximação da viatura. Conforme o MP, os policiais abriram fogo sem que houvesse agressão prévia ou risco para a equipe e moradores.
Após o disparo que atingiu a jovem, os agentes teriam tentado forjar uma situação de confronto armado, acionando o Centro Integrado de Comunicações (Cicom) e pedindo reforço policial. O homem que era alvo da ação não foi localizado nem identificado.
O MPBA reforçou que a denúncia tem como base provas técnicas e testemunhais que indicam o uso desproporcional da força e a conduta irregular dos militares. O caso segue em análise pela Justiça.







