A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), elogiou nesta terça-feira (23/9) o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), por indeferir o pedido da oposição de nomear o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para ser líder da Minoria.
“Achei muito importante [decisão de Motta de indeferir o pedido para Eduardo ser líder da Minoria]. Acho que esse processo tem que correr rápido no Conselho de Ética. Esse deputado tem que ser cassado. Ele faz um desserviço ao país. É ele quem está articulando inclusive essas sanções contra ministros do Supremo. Foi ele que articulou as sanções econômicas, e está fazendo algo que é contra o Brasil e contra o povo brasileiro. Não tem justificativa ele continuar deputado”, disse a jornalistas na Câmara.
Na semana passada, o grupo aliado ao ex-presidente Jair Bolsonaro decidiu indicar Eduardo ao cargo de líder da minoria na Câmara. Nesta terça (23/9), o presidente da Câmara indeferiu o pedido.
O movimento se deu a fim de tentar salvar o mandato do deputado por São Paulo, visto que ele está autoexilado no Estados Unidos (EUA) desde março e articula a favor de sanções econômicas e políticas contra o Brasil.
Ainda nesta terça, o Conselho de Ética da Câmara instaurou um processo disciplinar contra Eduardo. O trâmite pode levar à cassação do mandato do filho 03 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O colegiado sorteou três nomes para relatar o caso. Foram eles: Duda Salabert (PDT-MG), Paulo Lemos (Psol-AP) e Delegado Marcelo Freitas (União Brasil-AP). A partir da lista tríplice, o presidente do Conselho, deputado Fabio Schiochet (União Brasil-SC), definirá a relatoria.
O deputado eleito por São Paulo é alvo de uma queixa, apresentada pelo PT, que o acusa de atuar “contra os fundamentos da República”. Segundo a sigla, Eduardo age contra autoridades brasileiras e se utiliza da imunidade parlamentar para atacar a ordem institucional.
A abertura é a primeira fase de um procedimento no órgão. Se o processo seguir, depois de diversas etapas, que preveem espaço para defesa do parlamentar, o relator poderá opinar pela absolvição ou pela punição de Eduardo Bolsonaro, que pode ir de uma censura até a perda do mandato.







