O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), foi questionado pelo TakTá sobre qual seria o case de sucesso de sua gestão em Goiás que ele aplicaria no Brasil caso fosse eleito presidente da República em 2026. Em resposta, o político destacou o combate à criminalidade e os investimentos em educação e saúde como pilares de sua proposta nacional. Mas não deixou de criticar o governo de Lula e a discussão sobre 8 de janeiro.
“Eu diria a você, com toda a humildade, mas com a experiência de vida de seis mandatos no Congresso, dois de governadores do Estado, o que precisa é que um presidente da república tenha a estatura moral e intelectual para assumir a cadeira da presidência da república”, disse o governador, mas voltou a criticar o combate ao crime no país: ” Não se pode ter um governo conivente com o crime, não se pode ter um governo conivente com as facções criminosas”, afirmou.
Caiado também comparou Goiás a outros estados governados pelo PT. “Você vê que o PT, ele é complacente com o crime, ele vive bem com o crime. Você veja a Bahia, veja a situação do Ceará, veja a situação hoje do presidente que há poucos dias estava numa favela onde a coordenadora do tráfico de drogas estava lá ao seu lado. Então eles convivem bem, eles não têm nenhuma política de combate ao crime”, criticou de forma dura.
O governador disse ainda que pretende levar ao cenário nacional os avanços que, segundo ele, consolidou em Goiás. “o que eu queria propor, é uma coisa só. Eu quero pedir a todos os brasileiros que conheçam o que eu fiz em Goiás nos 7 anos. O que eu quero é poder fazer isso em 4 anos no cenário nacional. É exatamente a melhor educação, a maior saúde regionalizada, a melhor segurança pública do país, onde o bandido não cresce, onde o bandido não se cria, onde ele muda de profissão senão ele vai mudar de lá ou do Brasil”, completou.
Mas apesar de falar quais âmbitos ele iria buscar melhorar, não disse as iniciativas que tomou em Goiás para as mudanças, nem como faria isso caso fosse presidente, e somente convidou a população para que pudesse estudar e conhecer o trabalho que ele já fez.
Durante a entrevista, Caiado voltou a criticar a condução política do presidente e mencionou Sidônio Palmeira, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, a quem atribuiu o comando das estratégias do governo.
“A preocupação dele [Lula] é com Sidônio. Sidônio é que governa o Brasil. É o maqueteiro dele. Esse aqui é o cara que manda no Brasil”, afirmou.
O governador ainda condenou a postura do presidente em relação ao cenário internacional: “Ele agora está brigando com o Trump. Se lixa o Brasil pra ele, ele não tem interesse nenhum no Brasil, quer que o Brasil se arrombe”. E também repreendeu a imprensa, que segundo o governador, só entrevistam ele para falar de um assunto, que pra ele já deveria estar morto.
“Ninguém me entrevista pra perguntar da segurança pública em primeiro lugar. Ninguém me entrevista a postar que nós somos o Estado com maior transparência de gastos públicos no país com nota 100. Ninguém me entrevista. Só me entrevista do 8 de janeiro […] Se nós não tivermos uma lucidez pra que, no momento da eleição, possamos derrotar o PT, o caminho vai ser o que tá na Bahia, no Brasil, quem quer é isso?”, concluiu.







