Conheça As Lendas Da Bahia Que Fazem Parte Do Folclore Nacional

No dia 22 de agosto é comemorado o dia do folclore brasileiro, recheado de lendas presentes em várias regiões do país, como a Cuca, o Curupira, o Saci-Pererê e a Mula sem cabeça. Entretanto, cada estado e cidade tem suas lendas próprias, criando um senso comum com histórias que muitos contam e poucos conseguem provar, e na Bahia não é diferente. Confira algumas lendas baianas:

A voz misteriosa da Igreja do Carmo:

A Igreja da Ordem Terceira do Carmo, localizada no centro histórico de Salvador, abriga uma das histórias mais assustadoras das lendas baianas.
A lenda conta que jovens jogavam bola em frente ao templo quando ouviram uma voz pedindo silêncio e viram os portões tremerem sem vento algum. Ao voltarem outro dia, presenciaram novamente o pedido de silêncio, desta vez escrito na porta da igreja, o que os assustou e fez com que nunca mais retornassem.

A lenda do papa figo:

O Papa Figo é um tipo de Bicho-Papão da lenda, que persegue crianças desobedientes ou mentirosas. Às vezes aparece como um velho estranho, mas geralmente envia ajudantes que atraem as crianças com doces, brinquedos ou dinheiro. A história serve como alerta para que os pequenos fiquem atentos a estranhos e ofertas suspeitas.

A lenda do minhocão do São Francisco:

A lenda do Minhocão surgiu da disputa entre filhotes de dourados e matrinxãs pelos peixes piau. Para proteger os piaus, uma sereia criou uma minhoca mágica que crescia novamente toda vez que era comida, alimentando os predadores e mantendo os peixes em segurança.

Com a pesca excessiva, os predadores diminuíram e o Minhocão cresceu até atingir tamanho gigantesco, passando a incomodar pescadores e turistas do rio São Francisco. Dizem que, em dias de vento, ele provoca ondas enormes; na chuva, arranca partes do leito do rio; e sob o sol, abre enormes grotas sob as casas dos ribeirinhos.

Igual ao folclore brasileiro, o baiano é cheio de lendas voltadas a lugares importantes da capital, mitos utilizados para a proteção da natureza ou para amedrontar crianças desobedientes.