A Ponte São João, que liga os bairros do Lobato e Plataforma, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, passa por um processo de elevação e revitalização para viabilizar a passagem do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). A intervenção, coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) e executada pela Companhia de Transportes da Bahia (CTB), inclui a correção de desgastes e o reforço da fundação, comprometida pela oxidação causada pela proximidade do mar.
Construída em 1860 e reconstruída em 1952, a ponte já passou por reformas, sendo a mais recente em 2009. Agora, o processo de “macaqueamento” — elevação temporária da estrutura para reforços — está sob responsabilidade do Consórcio Expresso Mobilidade Salvador.
Segundo o engenheiro Danilo Carvalho, a parte de concreto já foi recuperada e começou a etapa de restauração metálica, com a substituição dos aparelhos de apoio.
Com 468 metros de extensão e 15 treliças metálicas, cada uma pesando cerca de 110 toneladas, a ponte está sendo erguida gradualmente com macacos hidráulicos, em ciclos de 1 a 2 milímetros, até atingir cerca de 10 a 15 centímetros, permitindo ajustes estruturais. A conclusão dessa fase é prevista para meados de 2026.
O VLT será implantado em três trechos. O primeiro, entre a Ilha de São João e a Calçada, já teve concretagem dos trilhos e testes elétricos. No segundo, entre Paripe e Águas Claras, avançam obras de duplicação e fundação de viaduto. O terceiro, de Águas Claras a Piatã, vai integrar o sistema ao metrô.
O projeto prevê ainda a duplicação de 7,5 km da BA-528, a implantação de uma via alimentadora no Parque São Bartolomeu e a requalificação da antiga Fábrica São Braz para uso cultural e comercial.







