O tradicional Baile da Independência movimenta o Campo Grande nesta quinta-feira (3), a partir das 18h, com uma programação cívica e homenagem a um dos maiores nomes da música baiana, o sambista Walmir Lima. Com entrada gratuita, o evento integra o calendário oficial das comemorações do 2 de Julho e é promovido pela Prefeitura de Salvador, por meio da Fundação Gregório de Mattos (FGM) e da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult).
Sob a regência do maestro Fred Dantas e sua orquestra homônima, a festa acontece ao lado do Monumento aos Heróis do 2 de Julho, próximo aos icônicos carros do Caboclo e da Cabocla, cenário que remete aos antigos bailes populares que marcaram gerações desde o século XIX.
O ponto alto da noite será a homenagem ao artista Walmir Lima, de 94 anos, cuja trajetória é um símbolo da música e da resistência cultural da Bahia. Canções como “Mudança da Ribeira”, “Santo Amaro é uma Flor” e a marcante “Ilha de Maré” ganham novos arranjos em interpretações especiais que celebram o legado do compositor.
Dois convidados especiais se unem à homenagem, a jovem cantora Letícia Coutinho, revelação nos palcos universitários, e o cantor Mário Bezerra, parceiro de longa data da orquestra.
A abertura fica por conta do “Hino ao Dois de Julho”, para o maestro, o baile representa mais do que uma celebração musical, “é uma festa muito leve para curtir. É a manutenção de uma tradição que Salvador sempre teve de ter orquestras clássicas e populares. O Baile junta isso aos festejos do 2 de Julho, que no dia anterior vão trazer seis filarmônicas da capital e do interior. Então é uma maneira muito nossa de comemorar”, afirma.
Emocionado, Walmir Lima falou sobre o reconhecimento, “me sinto tremendamente orgulhoso, muito orgulho mesmo. É uma coisa muito especial participar dessa apresentação que relembra a data mais importante da história do nosso estado”, declarou.
Nascido em Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo baiano, Walmir é herdeiro de uma linhagem musical que une o popular ao erudito. Neto do violeiro João Lima e filho do maestro Carlos Lima, construiu uma carreira de mais de 70 anos com canções que eternizam a alma da Bahia — sendo “Ilha de Maré”, lançada por Alcione em 1977, um exemplo emblemático dessa conexão entre fé, identidade e música.







